No meu tempo de professor estagiário (estágio integrado no modelo "antigo"), deparei-me com uma questão deveras pertinente e que fundamenta uma avaliação da docência: porque é que...
A) Existem professores a trabalhar 7 dias por semana, procurando sempre estratégias inovadoras para o processo Ensino-Aprendizagem, actualizados com as novas tecnologias (estas já existam antes deste governo as "propagandear") e constantes na busca incessante para a melhoria das suas competências?;
B) Existem professores que chegam atrasados às aulas 30min, sem qualquer preparação das aulas (sim, porque os professores também têm trabalho de casa), indiferentes aos problemas externos dos alunos (não se lê nos tablóides mas existem professores que pagam o lanche a alunos sem condições económicas e que lavam roupa de alunos "abandonados" pelos pais) e que não querem, não sabem e nãos lhes interessa (para não terem de escrever as actas das reuniões no editor de texto) aprender - verbo orientador da sua profissão, porque ensinar é acima de tudo aprender - a utilizar os recursos das novas tecnologias;
C) Porque é que todos (os que se encontram em igualdade hierárquica) têm as mesmas regalias?
Porque é que só se pensou numa avaliação agora? (chamar avaliação ao antigo modelo é um insulto a qualquer avaliador, professores incluídos)
Porque é que, agora que se pensa num modelo de avaliação, nasceu por fórceps, a trapalhada que engrossou jornais, prendeu olhos no televisor ouvidos na rádio?
Temos no nosso país pedagogos ilustres, pessoas realmente interessadas no sucesso dos nossos alunos, professores que amam a profissão e que fazem tudo pelos seus alunos. Vamos dar-lhes a voz, a decisão e o poder de olhar pelos nossos futuros homens e mulheres.
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